Renato Ribeiro, paixão pelo direito, a música e a comunicação.

De Braço dado com o direito, a música e a rádio.

Gostamos de partilhar experiências de vida de pessoas que vivem intensamente, que se permitem libertar e concretizar sonhos. Renato Ribeiro é jurista de formação académica e de profissão exercida durante alguns anos mas, sentia-se a alma de músico e de comunicador. Enquanto desempenhava o papel de jurista, tivemos o privilégio de nos cruzar profissionalmente, durante alguns anos. Ficou uma ligação que nos permitiu manter o contacto e conhecer a evolução pessoal e profissional de cada um. Não pudemos deixar de partilhar um depoimento escrito de alguém que vive intensamente 3 paixões – Paixão pelo direito, pela música, pela comunicação e pela rádio. Um testemunho para inspiração de todos na busca da concretização dos nossos sonhos exprimindo e partilhando, nas várias formas, a criatividade que há existe em nós.

Nós: De que forma e quando se manifestou o interesse pela música? Resultou naturalmente do ambiente familiar em que cresceu ou houve um momento em que sentiu esse gosto?

Renato Ribeiro: A música foi sempre uma constante desde que nasci. O meu pai tocava saxofone (como hobby) e cresci com a música sempre presente, fosse a ouvir o meu pai, a escutar discos ou com a rádio sempre ligada.

Nós: Quer falar-nos de alguma experiência musical na qual tenha participado ainda em jovem?

Renato Ribeiro: Com 15 anos, o meu pai decidiu comprar-me uma guitarra ( porque não me convenceu com o saxofone ) e a partir aí começo a aprender, primeiro em formato autodidata, depois numa escola de música e claro está decido formar uma banda rock com 17/18 anos, começando um percurso paralelo (em relação à minha actividade profissional) que culminou na criação do Império dos Sentados e a gravação e edição  de 3 discos com assinalável sucesso.

Nós: É jurista de formação académica e seguiu essa profissão durante alguns anos. Para além do gosto pela música sabemos do seu gosto pela comunicação. Sente que a sua formação académica de alguma forma aproximou com a vontade de comunicar?

Renato Ribeiro: Sem dúvida. Eu tenho 3 paixões… o Direito ( que exerço enquanto advogado) a Música e a Comunicação. Naturalmente que o exercício da minha actividade profissional está, ela também, intimamente ligada à Comunicação.

Nós: O que chama mais alto? A música ou a vontade e gosto pela comunicação e transmissão de uma mensagem?

Renato Ribeiro: Resposta difícil… acho que estão interligadas e que combinam bem entre si… eu não passo sem música mas não consigo deixar de comunicar… musica é comunicação e comunicação para mim, é música!!

Nós: A comunicação e a escrita, a musicalidade da rádio e quiçá da poesia, a emoção e a razão versus a Lei e a Justiça: que relação encontra entre elas? Será que esta conjugação de interesses lhe permitiu encontrar uma outra forma de intervenção na sociedade, através da rádio?

Renato Ribeiro: A minha paixão pela rádio começa em 1986, nas então denominadas “rádios pirata”, se bem que nunca tenha visto por lá ninguém com olho de vidro e perna de pau, embora papagaios fossem muitos…Em Janeiro de 1989 tenho a oportunidade de ingressar na Rádio Renascença onde fiquei 5 anos fantásticos ( começo na Voz de Lisboa, 6 meses depois passo para a RFM e 4 anos mais tarde ingresso no então Canal 1 da Renascença). A dicotomia coração/razão está sempre presente mesmo quando se trata de matérias de Lei e Justiça, principalmente Justiça, por isso são dois mundos aparentemente distintos mas, em que habito com a maior naturalidade

Nós: É necessária coragem para largar um emprego estável e seguro, trocar o certo pelo incerto, o conhecido pelo desconhecido e partir na aventura da concretização de um sonho. Quer falar-nos um pouco sobre o seu percurso e o que o levou a tomar esta decisão?

Renato Ribeiro: A decisão acabou por ser facilitada… farto de ser maltratado pelos sucessivos governos, decidi pôr cobro a uma carreira de 27 anos na Administração Pública, uma vez que em 2014, já tinha sido furtado em 1/3 do meu vencimento, fruto dos cortes “para além da troika” e como sempre pensei que “quem está mal muda-se” decidi romper o meu vinculo e dedicar-me à advocacia. Foi e é arriscado, mas os ganhos em termos de realização profissional e pessoal são incomensuráveis… (também não me queixo dos resultados financeiros) e poder ser dono do meu tempo, trouxe-me qualidade de vida acrescida com a família e com os meus prazeres.

Nós: Porquê comunicar na rádio e em particular na Network radio (NTR) https://ntradio.pt/rubricas/ ? O que tem de peculiar esta rádio que o faz dedicar-se a ela?

Renato Ribeiro: O projecto NTR nasceu de uma ideia minha e de dois amigos, o Pedro Santos e o Artur Lourenço e decidimos fazer uma rádio online com uma estrutura e conteúdos de qualidade, apesar de o fazermos amadoramente, para gozo pessoal… juntámos mais uns quantos companheiros que conhecemos nas tais rádios piratas e que têm a mesma paixão que nós pela Rádio e estamos na rede para marcar a diferença, porque temos a noção do que queremos fazer e sabemos como fazer, fruto das nossas experiências anteriores, e pensamos este ano atrair e formar jovens, que partilhem o gosto pela Comunicação, por forma a criar espaço onde possam dar os primeiros passos, quiçá para uma carreira profissional na área da comunicação. Será o nosso contributo singelo à Rádio!

Nós: Quer deixar alguma mensagem específica que mostre e inspire outras pessoas a superarem-se e a concretizar projectos que nos preenchem?

Renato Ribeiro: Uma mensagem muito simples e que, acreditem, funciona…Não deixem de acreditar em vocês e naquilo que querem para serem felizes… caímos , levantamo-nos, aprendemos com os erros e vamos crescendo…é um processo simples ( não estou a dizer fácil), mas se tivermos a capacidade de autocrítica e de acreditarmos mesmo no que fazemos e queremos , chegamos lá… todos os dias!

Nós: Quer finalizar deixando-nos indicação de uma(s) música(s) que julgue adequada(s) ao tema da entrevista?

Renato Ribeiro: Não podia deixar de me socorrer dos gloriosos anos 80 (até porque tenho um programa diário sobre o tema – Don’t Forget About 80’s – , onde todos os dias conto uma historia sobre uma música ou um artista/banda) e a música que acho que “encaixa” bem nesta entrevista é o “Against All Odds” do Phil Collins.

 

A não perder “Os anos 70, 80 e 90 como a marca de uma geração, que toca todas as gerações”, com a assinatura de Renato Ribeiro na  NTR – Network Rádio

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