José Bancaleiro e suas “estórias vividas” 

À conversa com José Bancaleiro, revelamos o homem de família, o escritor e o profissional dedicado a “ajudar os gestores das empresas a gerir melhor as suas equipas“. Dá-nos algumas recomendações que considera “determinantes para o desenvolvimento pessoal e a construção duma carreira”.

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Nós: Quer apresentar-se aos nossos leitores falando um pouco de si e da sua atividade profissional?

José Bancaleiro: Sou o José Bancaleiro, tenho 59 anos, tenho dois filhos (José Eduardo e Bruno), dois netos lindos (Gonçalo e Constança) e três cães (Mel, Niga e Chase). Tenho o hábito de dizer que a minha formação são sete anos no liceu de Oeiras e dez de praia de Carcavelos. Atualmente resido em Sintra.

Profissionalmente, sou atualmente o Managing Partner da Stanton Chase em Portugal. Toda a minha vida foi dedicada a ajudar os gestores das empresas a gerir melhor as suas equipas. Durante cerca de trinta anos fi-lo como Diretor de Recursos Humanos em empresas de diversos tipos e setores e nos últimos dez como consultor.

Nós: Nos dias de hoje, qual a importância de manter uma rede profissional de networking?

José Bancaleiro: Determinante. É central na vida social e na vida profissional. É um dos quatro fatores em que assenta o desenvolvimento pessoal e a construção duma carreira.

Nós: Como podemos usar o networking em prol do crescimento individual e coletivo?

José Bancaleiro: Investindo e trabalhando-o diariamente e de forma profissional. Usar o network (é muito mais do que apenas o Linkedin ou o Facebook) dá muito trabalho. Tenho dedicado alguns artigos a este tema (“Sair pela porta grande” e “Profocídio”) especialmente ao tema da recomendação na mudança de organizações. A recomendação de antigos colegas de curso ou de empresa é, de longe, a forma mais poderosa de encontrar novas oportunidades profissionais.

Nós: Sabemos que tem alguns livros publicados. Qual lhe deu mais prazer escrever?

José Bancaleiro: Todos deram. Gostei particularmente do “estórias vividas”, por ser o primeiro e pelo envolvimento pessoal e também do “HR Scorecard” pela importância e carácter inovador do tema na época.

Nós: Qual o livro que tem na sua mesa-de-cabeceira?

José Bancaleiro: Tenho sempre vários, que vou lendo alternadamente.

Nós: Sabemos que é preocupado na construção de uma sociedade mais solidária. Sabemos que não vivemos isolados mas, muitas vezes, vemo-nos completamente absorvidos pelo dia-a-dia agitado esquecendo-nos desse facto. Como devemos trabalhar para que a atitude mais individualista, a pouco e pouco, se transforme em ações solidárias? 

José Bancaleiro: Não há uma receita. Depende da personalidade e da educação de cada um de nós. Ter vontade de ajudar e depois passar isso à ação.

Nós: Constatamos que desempenha um papel ativo trabalhando com voluntários no Banco Alimentar Contra a Fome. Porquê esta escolha?

José Bancaleiro: Pelas razões apontadas na resposta anterior. Confesso que tenho sempre dúvidas sobre a utilização do dinheiro que é dado para causas sociais. No caso do Banco Alimentar sei que os bens doados são distribuídos (embora não sendo perfeito) a quem necessita.

Nós: Qual é a sua opinião sobre os problemas atuais da escassez de alimentos e dos problemas que o cultivo intensivo de acarreta para o ambiente e, consequentemente para todos nós?

José Bancaleiro: Creio que no futuro as tecnologias vão ter um fortíssimo impacto na forma como se produzirão alimentos. Resolverão alguns problemas (a escassez) e surgirão outros (qualidade e impacto na saúde).

Nós: Quer deixar algumas ideias, pequenas coisas a fazer que estão ao alcance de cada um de nós, para nos tomarmos mais conscientes e ativos no bem-estar coletivo?

José Bancaleiro: Pode ajudar definir uma missão e um plano pessoal e nela colocarmos objetivos ligados a ações sociais.

Nós: Sabemos que também gosta de escrever e tem alguns livros publicados. Qual é o que lhe deu mais prazer escrever? Tem algum tema sobre o qual gostasse de escrever para um novo livro?

José Bancaleiro: Tenho tantos. Alguns começados e que espero acabar. Ultimamente tenho-me dedicado a escrever estórias “revividas” que me dão um grande prazer.

Nós: Que figura pública atual ou histórica admira?

José Bancaleiro: Admiro vários, mesmo sabendo que estão longe de ser perfeitos. Um deles é o presidente Obama.

Nós: Quer contar-nos alguma história particular que tenha vivido e sirva de inspiração a quem ler esta entrevista?

José Bancaleiro: O mais fácil é lerem as dezenas de estórias que vão publicando, nomeadamente na revista Human, no meu sítio www.bancaleiro.com e no sítio da Stanton Chase Portugal http://www.stantonchase.pt/. Gosto muito da ultima que publiquei. Uma estória verdadeira sobre “assédio e preconceito”.

 Livros
As imagens utilizadas foram retiradas da web.

 

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