Karina Kimmig no seu papel de partilha de sabedoria

Karina Kimmig

Karina Kimmig, que já conhece do nosso anterior post: “À conversa com Karina Kimmig -Criadora”, hoje fala-nos do seu desígnio de partilha de sabedoria, através da publicação do livro “Metodologia Humanística: Os Sete Poderes que Todos Nós Possuímos” e do seu papel de apoio à liderança, transformação e inovação no seio das organizações. Karina Kimmig, desde muito jovem que sente fascínio pela natureza humana, a dualidade conflituante de sua natureza – a grandeza do potencial e a mesquinhez autodestrutiva no interior do ser humano -, é escritora e colunista no jornal BOM DIA Europa e assume como missão a de

“cocriar uma sociedade mais humana e tornar o mundo num lugar melhor.

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Karina Kimmig, nasceu em Angola no período conturbado da guerra pela independência. Vem para Lisboa com a mãe, mas antes de completar 1 ano de idade, vão para o Rio de Janeiro, no Brasil. Aos 16 anos regressa a Portugal onde se licencia em Relações Internacionais no ISCSP – Universidade Técnica de Lisboa. Sempre muito determinada e empreendedora, com apenas 18 anos já comandava a sua vida. Foi consultora em vendas e marketing, aos 27 anos atingiu a posição de Senior consultant, como consultora de gestão na reestruturação e reorganização de empresas. A sua habilidade com as pessoas na liderança de processos de mudança e a sua competência técnica em gestão associada a uma vontade férrea de crescimento levam-na a estudar, analisar e a implementar processos de mudança e decide criar a sua própria empresa. Em 2006, vai viver para a Alemanha, onde reside atualmente.

Karina Kimmig, sente orgulho no seu percurso pessoal e profissional a que se dedica com honestidade, competência e paixão.

“Para conseguir resultados é preciso competência, estar de corpo e alma no que se acredita e um método. O método em que me baseio e certifiquei profissionais desde psicoterapeutas, master coaches, médicos a gestores, é a MORE Humanistic Methodology, que criei com o Fridolin Kimmig,” 

 

O seu livro “Metodologia Humanística: Os Sete Poderes que Todos Nós Possuímos” é uma dádiva ou uma partilha da sabedoria para as pessoas alterarem a sua forma de pensar? Fale-nos da sua premiação que foi publicada na revista Focus.

O meu livro – Metodologia Humanística: Os Sete Poderes que Todos Nós Possuímos, é uma partilha generosa que leva as pessoas não só a pensarem de forma diferente sobre si e os eventos de sua vida, mas questionarem-se, questionarem aspetos sociais de como vivemos nos moldes que vivemos e encontrarem respostas para guiar com mais sabedoria as suas vidas. Eu obtenho centenas de testemunhos, mas destaco a de um leitor que me escreveu que o livro contribuiu para a mudança da sua vida, através de ele ter “recuperado” a autoestima “perdida”, empregando as suas palavras.

De facto, eu fui galardoada como TOP COACH, resultado de um estudo independente, em que participaram 140.000 coaches e 77.000 líderes e gestores, conduzido na Alemanha. A premiação foi publicada na Revista Focus.

 

Atualmente surgem temas relacionados com a liderança, transformação e inovação. Como se consegue levar o ser humano a estar envolvido e a percorrer o seu caminho com estes temas.

Esses temas para mim não são novos, porque o ser humano sempre teve de lidar com eles. Quem viveu na década de 20 do século passado, teve de aprender a mexer no rádio, como quem nas últimas décadas do século XX teve de aprender a trabalhar com o computador. Ambos trouxeram importantes contribuições. Sempre que a inovação está ao serviço da humanidade para melhorar a nossa forma de vida, ela é positiva. Mas quando a inovação implica destruição, aí é um impeditivo da evolução da nossa espécie.

“A liderança é parte da estrutura social das nossas estruturas governamentais, empresariais e em casa. O líder é uma figura central desde uma tribo de índios norte-americanos, na empresa, numa luta por igualdade de direitos, até a nível governamental.

 

A questão atual, é que precisamos de evoluir na forma de liderar pessoas, o que implica um conjunto de aspetos que este tema aborda. E por fim, transformar é parte da vida, desde que nascemos até morrer o nosso corpo passa por uma série de transformações. Mas a tendência é ver a transformação como algo que me joga para fora da tal zona de conforto, do que tenho como certo, o que também, na maior parte dos casos, é uma ilusão.

 

“Mas ao transformarmos o que não funciona seja em nós mesmos, numa empresa ou numa sociedade para o que funciona melhor, avançamos mais um patamar, elevamos a nossa forma de vida, a nossa tecnologia, a nossa interação.

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Como é que uma organização pode alcançar o sucesso?

Depende do que ela entende por sucesso em primeiro. O sucesso é o lucro ou é uma contribuição para o meio ambiente e a sociedade? Que sucesso a empresa está a procura?

“Quando olhamos para uma organização que traz melhorias diretas em um ambiente, ou para as pessoas, ou para o desenvolvimento científico e tecnológico que ajude o nosso planeta Terra, podemos encarar como um sucesso.

Eu tenho uma seguidora, que inclusive leu o meu livro, que resolveu empreender um projeto que ela denominou “geração consciente” em Moçambique, que tem por objetivo que os adolescentes e jovens desenvolvam o comportamento de serem mais ecológicos e amigos do ambiente. Ela lançou ações de limpeza na praia, retirando milhares de objetos de plástico, ações de criação de separação do lixo, de motivar o retorno ao uso de cestas para compras feitas de fibras de origem vegetal, em vez dos sacos de plásticos, entre outras ações. Ela conseguiu mobilizar jovens a serem agentes de mudança. Eu considero isto Sucesso.

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O que faz uma organização se distanciar das outras, incluindo empresas concorrentes?

Essa é uma pergunta que não tem apenas uma resposta. Com a minha longa experiência, no passado, em reestruturar empresas em termos de gestão, analisando e implementando mudanças em todas as áreas e a liderar pessoas, uma organização é como um sistema vivo, que todas as áreas devem ser analisadas, a cultura da empresa, os objetivos que persegue, as pessoas que ali trabalham, entre outros aspetos, para sabermos o que a distancia das outras. Se distanciar é olhar como a empresa se destacou das outras, o que a levou a crescer, por exemplo, teremos de analisar o que fez bem, que oportunidades agarrou, o que trilhou para ter esse sucesso.

Criadora
“É possível alcançar a excelência, mas o que há de comum em todos que a atingiram é a entrega total de si para isso. “

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A excelência é possível de alcançar ou é o ser humano que a estabelece?

A excelência é uma palavra criada pelo ser humano e, como tal, os níveis que imprimimos ao que consideramos excelência, ou mesmo as expectativas que temos com o que denominamos excelência, advém da nossa criação mental, pois os animais se têm algum conceito de excelência desconhecemos (risadas).

A palavra excelência vem do latim excellentĭa, que significa grandeza, elevação, advém de excellĕre, “elevar, erguer, levantar ao alto, elevar-se acima de. Isso quer dizer que, quando elevamos a um outro nível, quando elevamos algo ao nível de grandeza que pode ser apreciado, estamos a alcançar a excelência. Todos concordam que Mozart, Van Gogh, Nietzsche alcançaram a excelência nas suas áreas, pois elevaram a um outro nível a música, a arte e a filosofia. Nas minhas certificações profissionais tenho centenas e centenas de testemunhos que referem a minha pessoa como a excelência na minha área profissional, já que elevei a um outro nível o trabalho com o ser humano. É possível alcançar a excelência, mas o que há de comum em todos que a atingiram é a entrega total de si para isso. Não tem um dia da semana, que eu não esteja a trabalhar para o que faço, a desenvolver algo, que contribua nesse processo de evolução do ser humano.

 

Para além do trabalhar com pessoas que outras ações lhe geram energia na sua vida?
“Escrever, ler, estar na natureza e com a natureza como caminhadas em floresta, montanha, estar em contacto com pessoas de diferentes países, artes, como museu de arte, assistir um espetáculo de ópera, entre outros.

 

 

O livro de Karina Kimmig:  Metodologia Humanística: Os Sete Poderes que Todos Nós Possuímos

Para mais informações sobre Karina Kimmig, aceda ao site

Karina Kimmig assume posições de relevo, responsabilidade e liderança, desempenhando papéis importantes na condução e decisões cruciais em:

  • General Manager na MORE Institute GmbH
  • Presidente Internacional da The International Humanistic Coaching Society-IHCOS
  • Presidente no Brasil da Associação Europeia de Coaching – ECA
  • Vice-Presidente em Portugal da Associação Europeia de Coaching – ECA
  • Embaixadora em Portugal da Associação Internacional de Coaching Institute-ICI
  • Embaixadora em Portugal da Associação Internacional de Institutos PNL – IN

 

Vídeo de Inspiração de Karina Kimmig para os nossos dias de inverno em que acontece o Natal – Que a Luz se faça presente dentro de Si

Leia Aqui a entrevista “À conversa com Karina Kimmig – Criadora

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