Alecrim, tomilho, salva, alfazema, rosmaninho… e as dicas de Filomena e João

“Ter uma Horta é terapêutico” – As dicas de Filomena e João para criar uma horta ecológica que pode ler aqui, complementam a entrevista “À conversa com Filomena e João

 

As alfaces, os canónigos, os espinafres, as rúculas, as cenouras, beterrabas e nabos, rabanetes … e as dicas de Filomena e João.

Que produtos hortícolas são aconselháveis para se ter uma horta “caseira” bio?

Por mais pequeno que seja o espaço, há sempre algo que se pode fazer, como microverdes, que em menos de 15 dias estão prontos e são extraordinários complementos ricos em vitaminas e aminoácidos, legumes e folhas bebé, flores comestíveis, ervas aromáticas… Podemos cultivar quase todas as hortícolas, no entanto existem alguns constrangimentos técnicos e o melhor é não “meter o Rossio na rua da Betesga”. Os alimentos mais interessantes e produtivos serão os vegetais como as alfaces, os canónigos, as alfaces de corte, espinafres, rúculas, legumes-bebé como as cenouras, beterrabas e nabos, rabanetes

………………Horta Ecológica no terraço do restaurante Panorâmico, da chef Marlene Vieira, Tagus Park
Como se pode fazer o controlo de Pragas e Doenças nas hortas das nossas varandas, cozinha, marquise e/ou quintais? Quais as principais pragas a combater nas hortas ecológicas?

Por vezes pode ser um verdadeiro quebra-cabeças. No entanto temos que começar por compreender os “ecossistemas” dos locais e apostar primeiramente na prevenção que pode ser, por exemplo, proporcionar um melhor arejamento às plantas e uma fertilização equilibrada. Mas nos casos em que a prevenção não seja o bastante podemos utilizar para as principais pragas e doenças macerações e extratos vegetais como o óleo de neem, o sabão potássico, o bicarbonato de sódio e o de potássio, caldas fitossanitárias tendo como base o enxofre, o cobre, as cinzas ou mesmo o soro de leite.

……………………………Horta caseira no terraço dos nossos amigos Fernando e Luisinha

 

O alisso, a capuchinha, o hibisco e os cravos-túnicos, cujas flores, para além do mais, são comestíveis.

Há plantas que são consideradas repelentes e outras que têm uma ação inseticida. Quais as mais comuns para uma horta bio caseira?

… e também há as que são hospedeiras das pragas da horta (as pragas são atraídas por estas plantas e assim poupam as hortícolas), como o alisso, a capuchinha, o hibisco e os cravos túnicos, cujas flores, para além do mais, são comestíveis. Como repelentes mais comuns temos o alecrim, alfazema, arruda, absinto, citronela… Os cravos-túnicos, para além de atraírem os pulgões, têm uma ação nematicida no solo. Com estas plantas e outras, por vezes com certas flores, podemos preparar macerações, infusões, extratos, tinturas e decocções para o controlo das pragas e doenças: urtigas, fetos, cavalinha, tanaceto, salva, tomilho, alho, cebola, folha de tabaco, rama de tomateiro, etc.

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Numa horta ecológica há alfazema, atmosfera relaxante … e há pássaros a fazer os seus ninhos 

As plantas aromáticas, medicinais e condimentares são menos atacadas por pragas. É uma boa opção não só para compor canteiros na horta, próximo às culturas como também para as nossas varandas. Podem dar alguns exemplos dessas plantas e quais os seus efeitos?

Alecrim, tomilhos vários, salvas várias, alfazema, rosmaninho… Quanto aos efeitos eles foram respondidos na pergunta anterior. No entanto podemos dar o exemplo de um agricultor biológico que utiliza linhas de alfazema nas estufas: ajuda a repelir alguns insetos, a atrair outros, há pássaros que chegam a fazer os seus ninhos para além de oferecer uma atmosfera relaxante a quem trabalha.

………………………Dia da Espiga na Quinta das Sobralas
Como se pode organizar uma horta bio? Que regras e conselhos práticos podem oferecer aos nossos leitores?

Primeiro, em função da área disponível e do que consumimos. Será também inteligente conhecer o solo e a sua aptidão bem como criar espaços biodiversos. Depois, organizar a horta de forma a poupar esforços (a maneira mais interessante é construir canteiros definitivos na maior parte da área) e pensar na forma mais ecológica de gestão da água para a rega. E, claro frequentar as nossas formações.

 O que é a compostagem caseira? Qual a sua importância?

A compostagem caseira não é mais do que o aproveitamento dos restos orgânicos das nossas cozinhas, erradamente considerados lixo e desperdiçados. Seguindo algumas regras de condução do processo tais como a gestão da humidade, arejamento, temperatura, pH, razão C/N (carbono/azoto), esses restos darão origem a um produto estabilizado a que chamamos composto ou húmus. Na compostagem estamos somente a imitar a natureza mas de uma forma artificial e muito mais rápida para fertilizar de gratuitamente  as nossas plantas, para além de podermos obter um subproduto, não menos valioso, o chorume (um magnífico adubo líquido como complemento da fertilização).

Uma compostagem bem feita, ou seja, com um equilíbrio entre materiais frescos e secos, não cheira mal,

por isso pode ser realizada em casa mesmo que não tenhamos uma varanda, pátio ou jardim.

Podemos também organizar-nos ao nível do prédio ou bairro, de forma a podermos aproveitar este recurso tão simples.

 

……………………….Mouraria Composta: workshop de Compostagem Caseira

 

Que exemplos de culturas simples, mas úteis se podem fazer em vasos para quem, na cidade, tem varandas e terraços?

Como já referimos, podemos cultivar quase todas as hortícolas, até mesmo batatas e cenouras e nabos de tamanho regular, abóboras… tudo depende da profundidade do vaso.

………………………………….O (delicioso) fruto do trabalho dos nossos formandos
Que outras dicas ou desafios nos podem deixar?

Ter uma horta é terapêutico, por isso falamos em Hortoterapia. Uma vez que nas nossas hortas caseiras o espaço é diminuto, que tal formarmos pequenas comunidades com familiares, amigos, colegas de trabalho… e combinarmos os cultivos, trocando depois os produtos? Ou criarmos hortas coletivas nos locais de trabalho? Consoante o espaço, poderão ser verticais ou serem instaladas em canteiros ou vasos.

 

Siga as dicas de Filomena e João e colha saborosas alfaces

 

leia Aqui a entrevista de Filomena e João e saiba mais sobre o projeto das Hortas Ecológicas.

 

 

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