Arena das palavras – O mar português

Hoje dia 16 de novembro de 2017 (Quinta-feira) celebra-se o Dia Nacional do Mar.
Este mar, intimamente ligado à nossa identidade e cultura, marcada pelos descobrimentos marítimos, assume uma importância e um potencial estratégico para a economia portuguesa e para o desenvolvimento (sustentável) nacional, essencial aos setores da indústria conserveira, dos recursos energéticos, das pescas e como é natural do turismo, já que liga o país às suas várias regiões e ao resto do mundo.

Curiosidades – leia e leve
Sabia?

Portugal ratificou o documento que estabelece os limites marítimos inerentes à Zona Económica Exclusiva e à Plataforma Continental, que saiu da “Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar” em 1997 e que entrou em vigor precisamente no dia 16 de novembro de 1994.

Mesmo a propósito, foi inaugurado no passado dia 10 de novembro o novo Terminal de Cruzeiros de Lisboa – projeto do arquiteto João Luís Carrilho da Graça, voltado desta vez para materiais de betão com cortiça, à procura de uma maior leveza estrutural e que vai
certamente “invadir” Lisboa de turistas.
Obra deveras interessante, situada ao lado da Estação de Santo Apolónica, que permite por um lado “visitar” as colinas de Lisboa a partir do rio e por outro, de Alfama alcançar este terminal como se flutuasse entre a cidade e o rio.

Do miradouro-cobertura podem ver-se as igrejas de São Vicente e de Santa Engrácia
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Fazemos nota – Turismo sustentável
Turismo que tem um impacto mínimo sobre o meio ambiente e a cultura da comunidade anfitriã”. Beech, John G., and Simon Chadwick, 2006. The Businesse of tourism management, Prentice Hall. 577p.
Nesta medida, esta nova unidade com capacidade para receber cerca de 1,8 milhões de visitantes e passageiros de cruzeiros por ano na cidade de Lisboa, assume uma nova fase de exigência e de equilíbrio entre as necessidades dos que nos visitam (os turistas) e a comunidade anfitriã e a preocupação em minimizar os riscos ambientais que possam recair sobre o património natural, histórico, cultural e/ou o ambiente social, preservando a integridade cultural, os processos ecológicos essenciais e a biodiversidade e ao mesmo tempo mantendo as vantagens económicas e sociais do desenvolvimento do turismo.

 
Convívio com a palavra – poetize, leia e leve
Mar Português
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
Fernando Pessoa, in Mensagem

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