Exposição de Maria Seruya “O Príncipe das Arábias no seu harém de Velhas Bonitonas”

Está a decorrer no espaço da Antiga Marcenaria do Museu da Carris, em Lisboa, um evento imperdível –  até dia 5 de junho – aprecie as obras expostas de Maria Seruya.

Em torno do tema do envelhecimento feminino e segundo o lema “Ousamos ser quem queremos, sem complexos nem culpas” a artista plástica, brinda-nos com um conjunto de Velhas Bonitonas que enlaçam um Velho Bonitão.

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De acordo com a artista, o projeto das “VELHAS BONITONAS” nasceu em 2016. Pretende despertar consciências sobre preconceitos associados ao envelhecimento, procurando retratar imagens que exprimem a liberdade de espírito, a força feminina que existe independente da idade mas que sai reforçada com as experiências vividas, a genuidade e a beleza que vai muito além das rugas visíveis.  

Quem são e de onde vêm estas Velhas e este Velho Bonitão?

Gosto de fazer transformação, pegar em ideias e faze-las como eu gosto, inspirar-me naquilo que me apetece, criar espontaneamente aquilo que parte de uma ideia ou de um olhar, algo que me inspire e a partir daí ACONTECE. Acontece naturalmente. Acontece espontaneamente e não estou interessada propriamente em contar uma história para estas mulheres, se tem 6 filhos, se é doutora, se é pintora, mas sim uma energia, uma emoção. Eu gosto de me relacionar com estas mulheres, olhar para elas e também sentir coisas enquanto estou a pintar.”

Tivemos o privilégio de conhecer pessoalmente Maria Seruya que nos fez uma visita guiada pela exposição.

Ficamos presas na sua voz e nas imagens que nos ia revelando, a sensibilidade que existe em Maria Seruya, vê-se nos olhos e em toda a expressão do seu corpo, sente-se a emoção que nos chega através dela e das obras expostas, envolve-nos e deixa em nós, um sentimento de agradável surpresa.

Na sequência das obras expostas cronologicamente, a artista mostra-nos desenhos de mulheres velhas e bonitonas como que a interagir entre si e a provocar o observador com a sua irreverência de ousarem ser o que querem.

Resultante de uma sua visita a Marrocos surge a inspiração, nas cores, nos trajes e ornamentos, em toda uma cultura muito própria, para a coleção das mulheres árabes.

Ainda em torno da beleza do corpo feminino surgem os desenhos de nus, mulheres despojadas de juventude que nos olham e nos questionam sobre o nosso entendimento do belo e exibem o poder da atitude.

Continuando a visita, a artista mostra-nos telas, em grande formato, para onde transportou as velhas bonitonas que mais gostava “Cada uma com a sua história, uma é sensual, outra … mas, eu gosto também de deixar as pessoas a pensar, a mim transmitem-me certas coisas, ideias, a outros coisas e ideias diferentes.”

Por fim, já com outro conhecimento, temos o Velho Bonitão com o qual nos tínhamos deparado logo à entrada. É um charmoso príncipe das Arábias! Como príncipe das Arábias, está no meio do seu harém e traz consigo a areia do Saara.

Deixamos nota de que: “Esta obra tem uma particularidade reverte a favor da Associação Cabelos Brancos – associação que luta contra a discriminação de idade e tem parceria de workshops de preparação do envelhecimento e trabalham a sensibilização.”

Não percam esta oportunidade de interagir com a “mãe” das Velhas Bonitonas, com as próprias velhas, escutar a história de cada uma delas e levar a sua história recriada e sentida por si! Tantas histórias para contar num fragmento de dia… Inspire-se, leve e dê voz às Velhas Bonitonas.

Assista a um pequeno vídeo da visita guiada com Maria Seruya, que decorreu no ambiente próprio de uma Marcenaria, onde trabalham artistas animados pelo colega inseparável do dia-a-dia –  o barulho artístico!

 

Veja aqui uma Galeria de imagens das obras de Maria Seruya, expostas na Antiga Marcenaria do Museu da Carris, Lisboa.

 

 

 

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Sem comentários

  1. Obrigada Maria Seruya, Obrigada Velhas Bonitonas, Obrigada Meu Princípe …
    “Nós não podemos simplesmente envelhecer, criar rugas nos olhos, ganhar uns quilos a mais, aposentar, … e não amadurecer os nossos sentimentos e emoções.”
    É preciso saber envelhecer. E esta exposição é libertadora e desperta a nossa consciência.

    Carolina

    1. Concordamos que é um projeto inspirador para todas as mulheres independentemente da idade mas, também para os homens que caminham em harmonia e valorizam o ser Humano – Para todas as Bonitonas e Bonitões ! Felicidades para si que é com toda a certeza uma Bonitona.

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