Inteligência emocional

“É com o coração que se vê corretamente; o essencial é invisível aos olhos.”
Antoine de Saint-Exupéry, O Pequeno Príncipe

“A vida é uma comédia para os que pensam e uma tragédia para os que sentem.”
Horace Walpole

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A importância crescente que se dá à inteligência emocional, pode comprovar-se nos inúmeros artigos e livros que surgem publicados. Para quem gosta de ler, sabe que em qualquer livraria, aqui e ali, aparecem livros focados neste tema.

São as emoções que, muitas vezes, em situações críticas de índole pessoal ou profissional determinam a nossa forma de agir sobrepondo-se à razão.  Em situações de perigo, de risco de vida, na raiva, na tristeza, na repugnância, na indignação, na perda, na dor…. cada tipo de emoção que vivenciamos num dado momento e em determinadas circunstâncias, influencia a nossa ação para o “bem” ou para o “mal” pesando, tanto ou mais, que a razão.

Muitos investigadores, falam-nos da importância do emocional na evolução humana e do seu papel como garante da sobrevivência da nossa espécie e em como esse fato parece ter ficado gravado no sistema nervoso humano dando-lhe propensões inatas e automáticas.

“Minha alma é uma orquestra oculta; não sei que instrumentos tangem e rangem, cordas e harpas, timbales e tambores, dentro de mim. Só me conheço como sinfonia.” Fernando Pessoa em O Livro do Desassossego.

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Mas o que é a emoção? Embora não exista uma teoria universalmente aceite para este tema, diz-se que a emoção é uma experiência subjetiva associada à personalidade e motivação de cada um, no mundo que o rodeia, presente ou em memória, no ambiente familiar, cultural e social. A palavra “emoção” deriva do latim emovere, o prefixo e– significa “fora” e movere significa “movimento”.

Quando as emoções emergem no interior de cada um de nós e dominam a razão agimos puramente guiados pelo impulso. Pela experiência própria das minhas vivências e aprendizagens que moldaram a minha visão da natureza humana, coloco as emoções num lugar fundamental na minha vida. No entanto, estou certa que agir impulsivamente não é, em muitas situações, uma boa solução. As resposta emotivas ocorrem automaticamente, de forma não-consciente e sem intervenção da nossa vontade.

A nossa capacidade de balancear as emoções e a razão num equilíbrio de pensamentos e ações, de criar motivações para si próprio, de persistir num objetivo, de controlar impulsos, de ser empático, de expressar os nossos sentimentos de forma adequada e eficaz em cada situação particular, determinam a nossa inteligência emocional.

Num mundo em crescente mudança, as competências pessoais e profissionais são determinantes para o sucesso individual, para as empresas e instituições. Comprova-se que, no desempenho dos líderes de empresas/instituições, a inteligência emocional é determinante no sucesso enquanto lideres e no sucesso das organizações.

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Segundo Daniel Goleman, psicólogo, jornalista investigador e escritor, com vários livros publicados na esfera das emoções e das ciências comportamentais, considera que: “A inteligência emocional refere-se à capacidade para reconhecer os nossos sentimentos e os dos outros, para bem gerir as emoções em nós e nas nossas relações”.

O que pensa sobre a Inteligência Emocional na sua ação pessoal, no ambiente social e no seu ambiente laboral?

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Daniel Goleman, autor do livro “Emotional Intelligence”, pergunta porque é que não somos compassivos mais vezes. Ouça aqui a opinião inspiradora de Daniel Goleman:

 

 

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