O Nosso Diário da Pandemia – Hucilluc

Estátua mulher- Viver a pandemia no feminino
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Em “O Nosso Diário da Pandemia”, pretendemos mostrar o que nos vai na Alma e deixar sugestões para manter a boa disposição. Aqui, neste diário da pandemia, vai sentir a nossa exaustão mas, vai ficar com uma mensagem de amor e de Esperança conforme resulta das nossas sugestões/desafios.

A Exaustão

No nosso diário da pandemia consta a palavra exaustão, mas também consta a palavra esperança.

Ultimamente, com o cansaço de quase um ano em teletrabalho, sem a partilha e interação presencial de problemas, de discussão de soluções de acordo com diferentes pontos de vistas de cada um dos colegas, sem as naturais discordâncias sobre assuntos de trabalho e sem a quebra que, naturalmente, acontece entre a saída de casa para o local de trabalho e a saída do espaço físico do local de trabalho, pois a casa está transformada no próprio espaço de trabalho, a exaustão espreita e é necessário recorrer a toda a energia interior para superar essa exaustão.

À situação de limitação à casa do espaço de trabalho, acresce a impossibilidade de sair em liberdade e sem preocupações conviver com os familiares e amigos, a falta de um abraço de quem está longe e de quem estamos impossibilitados de ver e abraçar, a preocupação pelo bem-estar físico e emocional dos que nos são mais queridos torna pesados os nossos dias.

Anseio pelos dias leves, anseio pela proximidade de quem me é querido, anseio em sair por aí sem destino apenas pelo prazer de sentir em perfeita liberdade o vento, a chuva e o sol.

Quem nesta fase não sente a falta deste tranquilo sentimento de bem-estar só porque não nos sentimos limitados com receio, por nós e pelos outros, de contrair um vírus invisível que, de um momento para o outro, põe a nossa frágil existência em risco?

 

A Esperança

O que fazer para manter uma mente e o corpo são?  

No Nosso Diário da Pandemia, a equipa do Hucilluc sugere e desafia-os a experimentar fazer como nós:

 

Sentidos atentos e pés em andamento

Pequenos passeios ao ar livre, claro está fazendo uso de todas as regras de higiene e normas sanitárias emitidas pelas entidades competentes. Nestes passeios, procurar estar especialmente atenta aos sons e à transformação da natureza que, ignorando os dramas humanos, está sempre em transformação como se uma paisagem desconhecida, surgisse aos nossos olhos.

 

Sejamos bruxas

Há quem diga que quem cozinha é parente próximo das bruxas e dos magos. Cozinhar é feitiçaria, alquimia!

Eu acredito nesta magia que acontece na cozinha e isso relaxa-me e proporciona-me algum bem-estar. É por isso que logo que posso, quando largo o computador do trabalho, vou para a cozinha e faço variadíssimas experiências culinárias, procurando sempre utilizar alimentos frescos, saudáveis e variáveis. Depois, ponho a mesa com algum cuidado e abro uma boa garrafa de vinho.

Evidentemente, nesta vertente culinária e vinícola não são as quantidades que interessam, mas sim a qualidade.

 

Viver o fim de semana

Aproveitar o tempo mais livre do fim de semana para dar brilho à vida em casa.

Levantar tarde, preparar um pequeno almoço muito ligeiro um sumo de frutas e um café. Depois, fazer uma refeição que irá correr de modo diferente das do dia a dia. Utilize produtos simples de cozinhar. Prepare petiscos que pode cozinhar no forno, patés para comer com pão torrado e outros petiscos que possa comer à mão.  Faça um bolo simples ou outra sobremesa para acompanhar com o café.

Escolha uma boa música e coloque a tocar.

Nesse dia, não ponha a mesa, utilize apenas a mesa de jantar para se sentar a tomar o café e comer a sobremesa enquanto conversa e ouve uma boa música.

Quando os petiscos começam a estar prontos, junte quem mais ama na cozinha e preparem um cocktail, de copo na mão e petiscos a saírem quentes do forno ou frescos do frigorífico, vá festejando a vida e o amor.

Depois, se a vontade chegar e a música proporcionar faça da casa um salão de baile.

 

Na linha com os amigos

Os amigos continuam a ser amigos mesmo que estejamos muito tempo afastados fisicamente.

Manter o contacto com os amigos é fundamental, principalmente com aqueles que são mais “chatos”, os que não desistem de nós, de nos ligar mesmo que, por qualquer motivo, não atendamos a primeira ou segunda chamada. Quando finamente estamos numa videochamada com esses amigos, a conversa flui. Experimente a excitação de falar sobre coisas ridículas ou ninharias do que nos vai acontecendo e verá que as gargalhadas surgem.  É um bálsamo para a Alma.

 

Expandir aquilo que somos

Ler é viajar para fora de nós, expandir-nos como pessoas enquanto seguimos o caminho que o autor nos propõe.

Ler poesia tem sido uma das minhas escolhas preferidas! Ninguém como os poetas sabe traduzir, com palavras bonitas e sábias, aquilo que vivemos e sentimos e que eles também já vivenciaram.

 

Relativizar

Aprender a relativizar os pequenos problemas que nos acontecem é fundamental.

Como já alguém disse, é preciso manter o humor, dando o exemplo do ditado:  “dá Deus nozes a quem não tem dentes”. Ora, conclui o autor:  Se não temos dentes e temos nozes isso é bom, podemos ganhar dinheiro vendendo as nozes. Pior seria se não tivéssemos dentes nem nozes. Mas, quem tem dentes e não tem nozes tem de estar feliz, pois tem os dentes para poder sorrir e comer outros alimentos que precisam de dentes.

 

A vida, os espinhos e as flores

A vida, os espinhos e as flores
A vida, os espinhos e as flores

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Este é o Nosso Diário da Pandemia e as nossas sugestões para manter a Esperança e superar a exaustão.

E o nosso leitor(a) o que nos sugere?

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