Origami, uma arte japonesa criativa!

Origami estimula a criatividade!

A Sayo, conhecida por MIKA, é uma criadora de peças em origami. A prática desta arte permite estimular a criatividade, harmonia e paz. Pela importância e excelência dos trabalhos desenvolvidos, desde a simplicidade à complexidade, consegue mimar os amigos e decorar as casas.

Numa pequena conversa, a Mika partilhou connosco o seu amor por origami, desvendando alguns dos seus segredos para alcançar a harmonia e a paz.

Sabemos que fazes origami, podes explicar o que é?

Uma arte tradicional japonesa. Uma arte milenar de dobragem de papel. Usam-se papéis cortados e dobram-se para criar pequenas esculturas como flores, animais, caixas, etc. Fundamentalmente, são criadas figuras escultóricas que representam elementos da natureza. É muito comum ver-se um origami de um pássaro (tsuru) que, na tradição japonesa, é um símbolo de sorte, longevidade e saúde.  Quando alguém oferece um origami de tsuru, também está a desejar bons presságios e vida longa.

“O Origami é uma maneira original de decorar qualquer local.”

Na escola decoramos os eventos sempre com Origami. Os trabalhos são desenvolvidos de acordo com a ocasião e a época do ano. Assim, usamos as flores na primavera, as estrelas no verão, as folhas coloridas no outono, as coroas de Natal no inverno, entre outras iniciativas.

Quando pensamos em fazer alguma decoração, basta ter connosco papel origami, papel normal, tesoura e cola. Ou seja, a decoração em origami é algo muito natural na nossa cultura e que valorizamos em detrimento da compra de itens e objetos decorativos já feitos.

“Utiliza-se origami também para brincar com as crianças e estimular a sua criatividade.”

As crianças adoram criar aviões, capacete de samurai, barcos, balões entre outras ideias que as crianças gostam e usam para se divertirem.

Relativamente à história desta tradição milenar podemos dizer que:

  • No século VII ou VIII, a maneira de produzir papel foi descoberta no Japão. Desde essa altura que se usam papéis dobrados nos rituais xintoístas, como nas festas de casamentos. Os nossos antepassados criaram, pouco a pouco, várias maneiras de dobragens.
  • No século XVIII, como os papéis eram mais finos e havia maior produção, os povos começaram a brincar e a inventar as dobragens.
  • No século XIX, começaram a ensinar a criatividade na escola pré-primária. Havia um espaço para aprender a ser-se criativo.

 

Entretanto, o origami tem influência na tua vida. Como é que surgiu na tua vida?

Na escola pré-primária ensinavam-nos origami. Também nos incentivavam a fazer origami pois havia sempre papéis de origami já construídos e livros sobre origami para se praticar em casa.

“As minhas irmãs ajudaram-me a fazer origami.”

Há quanto tempo é que isso aconteceu?

Como na escola primária nos ensinavam origami, posso dizer que desde desde a minha infância que faço origami. Mas não foi sempre assim durante a minha juventude, quando frequentava a escola secundária, já não fazia.

“Recomecei a fazer origami na altura em que comecei a viver em Portugal. Fiz flores para os amigos que adoraram muito. Acabei por perceber que a arte de origami ainda não era muito conhecida em Portugal.”

Para quem nunca fez origami, quais os conselhos essenciais que tens a dar?

Começar por tentar dobrar direitinho. Porque se não se dobrar bem, a obra de origami fica feia, fica imperfeita. A parte inicial é mais importante, porque se não fica bem no início, essa imperfeição vai influenciar até ao resultado final. Mesmo que queiras dobrar bem na parte final, já não vais conseguir pelo facto de o início da dobragem estar imperfeita.
Um truque para ficar direitinho é a pessoa estar concentrada no que está a fazer. Um dos requisitos da concentração é a pessoa estar calma, serena e sem pressa. Para alcançar isto precisa de paciência!

“Gosto de ver crianças que estão concentradas. Já vi algumas que estavam tão concentradas que até a água saía da boca. São queridas, não são?”

 

Próximos eventos:

 

Leia aqui a entrevista a Sayo e fique a conhecer melhor esta japonesa apaixonada por Portugal

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