A “Art’Oeste Internacional” no Teatro Eduardo Brasão no Bombarral

Art'Oeste Internacional
“Art’Oeste Internacional” – Exposição de arte contemporânea no Bombarral

 A Arte pode ser considerada como uma necessidade vital para o Homem, não do corpo, mas sim do espírito.

Estamos no mês de agosto, aquele mês em que muitos estão de férias e o ritmo acelerado da vida parece abrandar. Vem aí o fim de semana e nada melhor que dar um passeio por terras portuguesas para relaxar. Mas tenha em mente a oportunidade de apreciar obras que artistas plásticos contemporâneos criaram como expressão do seu talento, imaginação e forma de perceção de tudo o que os rodeia.

A “Art’Oeste Internacional” reuniu um conjunto de artistas e obras fascinantes num circuito itinerante de exposições de artes plásticas contemporâneas, associado a itinerários turísticos. Entre 10 a 31 de agosto, o Teatro Eduardo Brasão no Bombarral recebe pela primeira vez a Art’Oeste Internacional.

“Art’Oeste Internacional” – Uma iniciativa da marca Costa Verde e Prata e da Associação Cultartis, que, de forma louvável, divulgam os artistas, a arte e a colocam visível aos olhos de todos.

Ali, no belo Teatro Eduardo Brasão no Bombarral, até ao dia 31 de agosto, tem ao dispor do seu olhar não somente objetos que enchem o espaço, mas sim algo que lhe pode despertar os sentidos e proporcionar uma emoção.

Vá e inspire-se. “Todas as criaturas nascem artistas. A dificuldade é continuar artista enquanto se cresce.” Pablo Picasso

 

A curadoria está a cargo de:

 

 

  • Olívia da Costa, arquitecta – presidente da marca Costa Verde e Prata e vice-presidente da Cultartis
  • Anunciação Gomes, artista plástica – presidente da Cultartis

 

 

 

Consulte os nossos artigos já publicados sobre “Art’Oeste Internacional”:

A Bienal Art’Oeste Internacional chega ao Palácio Baldaya

Artes plásticas contemporâneas em exposição no Palácio Baldaya

Facebook: Art’Oeste – Teatro Eduardo Brasão – Internacional

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Como a flor não pode esconder a cor”, o artista não esconde a sua obra

Tal como Fernando Pessoa (Alberto Caeiro) nos diz sobre os seus versos que deixa disponíveis para a humanidade, “Com um lenço branco digo adeus/Aos meus versos que partem para a humanidade”, também as exposições de arte são uma forma de deixar disponível para a humanidade, mostrando a todos, as obras realizadas, “Escrevi-os e devo mostrá-los a todos”.

Da mais alta janela da minha casa

Da mais alta janela da minha casa
Com um lenço branco digo adeus
Aos meus versos que partem para a humanidade

E não estou alegre nem triste.
Esse é o destino dos versos.
Escrevi-os e devo mostrá-los a todos
Porque não posso fazer o contrário
Como a flor não pode esconder a cor,
Nem o rio esconder que corre,
Nem a árvore esconder que dá fruto.

Ei-los que vão já longe como que na diligência
E eu sem querer sinto pena
Como uma dor no corpo.

Quem sabe quem os lerá?
Quem sabe a que mãos irão?

Flor, colheu-me o meu destino para os olhos.
Árvore, arrancaram-me os frutos para as bocas.
Rio, o destino da minha água era não ficar em mim.
Submeto-me e sinto-me quase alegre,
Quase alegre como quem se cansa de estar triste.

Ide, ide, de mim!
Passa a árvore e fica dispersa pela Natureza.
Murcha a flor e o seu pó dura sempre.
Corre o rio e entra no mar e a sua água é sempre a que foi sua.

Passo e fico, como o Universo.

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