À conversa com Jeanne Chaves Lima, artista plástica

Jeanne Chaves Lima, dedica-se, com paixão, à arte da pintura, pinta com cores fortes a natureza conforme a observa e a sente. Quer afirmar-se no mundo da arte e transmitir a sua mensagem muito pessoal:

Acredito que através da expressão pela arte, é possível transmitir uma mensagem e eu gostaria de chamar atenção para a necessidade da preservação da natureza. Precisamos nos consciencializar que a natureza é fundamental para sobrevivência do homem e que, infelizmente, o próprio homem a está a destruir.

 

Jeanne Chaves Lima, quando despertou o seu gosto para a expressão por meio da arte nomeadamente pela pintura? 

Desde criança que gosto muito de desenhar. Lembro-me que fiz um quadro com um patinho no meio da natureza, que dei de presente para minha avó. Ela gostou muito e isso foi muito importante para mim pois incentivou-me a continuar a desenhar e a pintar.  Na escola por duas vezes ganhei um prémio por ter tido o melhor desempenho em desenho.

 

Fez alguma formação específica ou é uma autodidata?

Não tive oportunidade de fazer formação na área da arte. Em casa de meus pais éramos cinco filhos, de idades próximas, e confesso que não eramos crianças fáceis (risos..). Para os meus pais foi difícil educar tantas crianças e, na época, a situação financeira também não permitia despesas extras.  Foi o meu gosto pelo desenho e pela pintura que me fizeram teimar a desenvolver esta minha habilidade, mesmo com todas as dificuldades por que passei, aprendi a pintar e, com muito treino, fui aprimorando minhas técnicas. Sou uma autodidata que procura sempre evoluir.
Não me influencio nem me inspiro nas ideias e estilos de outros artistas, gosto de criar meu próprio estilo, porém há dois artistas que admiro. Um deles é o Francisco (Thico) um artista plástico português com trabalhos expostos em vários países, atualmente a viver na Suíca. Tive a oportunidade de ir a uma exposição dele em Portugal e fiquei encantada com suas obras, com a maneira como pinta os rostos e como utilizar as cores achei um trabalho lindo e de muita qualidade. O outro artista que muito aprecio é brasileiro, é o Roméro Britto, um artista com projeção internacional, bem conhecido na Europa. Os trabalhos do Roméro são muito interessantes, diferentes e muito criativos, também gosto muito da mentira como brinca com as cores.

 

Nas suas obras vemos as cores e a natureza exuberante do país em que nasceu, o Brasil. Com a sua arte quer transmitir alguma mensagem e uma visão particular sobre o que a inspira?

O Brasil é um país de grande diversidade de fauna e flora, muitos artistas já se expiraram com tanta beleza.
A natureza é minha maior fonte de inspiração, muitas vezes sinto muito emoção ao olhar a natureza, são as cores, as formas, o aroma, os movimentos dos seus habitantes naturais, é toda uma grandeza que me fascina. Tudo o que a natureza me transmite confirma a minha crença na grandeza da obra de Deus e como sou uma mulher de fé, sinto muito prazer em me inspirar nas obras do maior pintor/criador do mundo.
Acredito que através da expressão pela arte, é possível transmitir uma mensagem e eu gostaria de chamar atenção para a necessidade da preservação da natureza. Precisamos nos consciencializar que a natureza é fundamental para sobrevivência do homem e que, infelizmente, o próprio homem a está a destruir.

 

Fale nos um pouco do seu percurso como artista e de como chegou a Portugal.

Tenho formação em pedagogia, mas a minha grade paixão sempre foi a arte a pintura. Ainda não posso afirmar que tenho um percurso enquanto artista plástica. O que posso dizer é que sempre pintei com muita vontade e paixão, porém, nunca tive oportunidade de expor meus trabalhos. Esse, é um objetivo que quero atingir muito em breve.
A minha família é descendente de portugueses e por isso minha ligação com Portugal é antiga, vem de outra geração. Há pouco tempo, cheguei a Portugal com os meus pais e gostei tanto que quando os meus pais voltaram para o Brasil, eu resolvi ficar.
Agora, em Portugal, através do “Costa Verde e Prata / Silver and Green Coast”, estou a ter oportunidade para divulgar meus trabalhos fico muito grata. Para já, apenas divulgo minhas telas através do meu Facebook e também dos amigos que acreditam no meu talento e no meu trabalho.

 

Como é o seu processo de criação, começa com uma ideia, uma imagem um movimento, há esquema ou é algo que vai surgindo aos poucos?

Quando vou fazer uma tela procuro observar a natureza, gosto de ver imagens dos animais no meio natural em que vivem, isso faz surgir as ideias e ajuda-me a criar a minha própria visão. Depois, preciso de estar em harmonia e concentração e, aos poucos, vou realizando a minha própria criação.

 

É fácil a um artista afirma se como tal?

Não acho que seja fácil, mas não considero que seja impossível. Para mim é um processo que sei levar algum tempo, mas que nos permite aperfeiçoar. Depois, é preciso ter uma oportunidade, continuar perseverando e, depende muito do gosto do público, ser bem aceite e ter o trabalho reconhecido.
Para mim tem sido um processo de crescimento natural e julgo estar no momento certo da concretização do meu grande sonho de fazer uma exposição das minhas obras que, espero, me dê alguma projeção junto dos outros artistas e do público.

 

 Galeria de imagens de obras de Jeanne Chaves Lima

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