A nossa doce e encantadora cidade de Alcobaça!

Concelho de Alcobaça

A nossa caminhada por terras de Portugal levou-nos, desta vez, à descoberta da região de Alcobaça, da sua história e de uma das mais belas e trágicas histórias de amor em Portugal, da gastronomia tradicional, da doçaria conventual e do encanto da cidade de Alcobaça.

Mas não se fica por aqui. Quem não conhece a maçã, o porco malhado, a cerâmica, a cutelaria, as cestas de Coz, o licor de ginja?! Ou o Museu do Vinho e a produção da Quinta dos Capuchos … E mais e muito mais… A excelência está presente na região e faz-se sentir pelo constante crescimento de visitantes e turistas.

A doçaria conventual de Alcobaça

Falar de doçaria conventual é falar da história desta cidade magnífica. A cidade cresceu nos vales do rio Alcoa e do rio Baça. A Ordem de Cister foi uma das mais destacadas instituições religiosas da história nacional. Alcobaça foi, ao longo de quase oito séculos, a casa mãe dos cistercienses em Portugal.

A Doçaria Conventual de Alcobaça é  uma herança deixada pelos Monges de Cister ou Monges Brancos, como ficaram conhecidos devido à cor do hábito. Entre muitas iguarias, estão as fabulosas cornucópias, as incríveis trouxas-de-ovos e o não menos apetecível Pão-de-Ló de Alfeizerão.

XX Montra Internacional de Doces & Licores Conventuais

No centro histórico da cidade, o Mosteiro de Alcobaça classificado como Património da Humanidade pela Unesco, recebeu a XX Montra Internacional de Doces & Licores Conventuais, entre 15 e 18 de novembro. Uma organização levada a cabo pela Câmara Municipal de Alcobaça.

 

 

As amigas do blogue estiveram presentes no evento. Como é de calcular, uma mostra que acolhe não só a melhor Doçaria Conventual de Alcobaça mas, também, representantes de outros conventos e pastelarias, nacionais e internacionais, é de todo imperdível.

Ficam aqui algumas imagens dos doces conventuais dos diversos participantes na 20.ª Edição da Mostra Internacional de Doces & Licores Conventuais, para aguçar o apetite aos mais gulosos. Se este ano não a visitou, insira já na sua agenda para 2019.

 

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Mosteiro de Alcobaça

Na visita ao Mosteiro de Alcobaça, destacamos, a título de exemplo, a Sala do Capítulo, a Sacristia, a Capela das Relíquias, o Dormitório, a Sala dos Monges, o Refeitório, a Cozinha Velha e Nova, os túmulos… Também os belos túmulos de D. Pedro e D. Inês de Castro ali se encontram. Trazem-nos à memória a trágica história do seu amor.  É um facto histórico português bem conhecido de todos.

Na verdade, estes túmulos são duas verdadeiras obras-primas da escultura gótica em Portugal, construídos em calcário extraído na região onde D. Inês de Castro morreu, Coimbra. A história contada nestes túmulos simboliza, o Juízo Final, com a condenação dos culpados e o salvamento dos inocentes. Os dois túmulos estão hoje frente a frente para que, quando o dia do Juízo Final chegar, a primeira coisa que estes dois apaixonados vejam ao despertar seja o seu amado.

A Lenda de Pedro e Inês

A história destes dois amantes é por demais conhecida. O Infante D. Pedro viveu um amor proibido com Inês de Castro, dama de companhia da sua mulher. Os encontros dos apaixonados tinham lugar nos jardins da Quinta das Lágrimas em Coimbra, onde justamente terá sido morta anos mais tarde. Conta a lenda que a cor vermelha nas Pedras da Fonte das Lágrimas são marca do sangue vertido por ela.

Depois da morte de D. Constança, sua legítima esposa, o Infante e a Inês contrariando tudo e todos, passaram a viver maritalmente. Diz-se, no entanto, que o casal teria casado em segredo e que Inês era a legítima esposa de Pedro. Dessa união nasceram 3 filhos. Considerados bastardos pelo Rei que desaprovava veemente a união, D. Afonso IV encomendou a morte de Inês de Castro.

A dor instalou-se e o Infante, cheio de ódio, nunca perdoando seu pai, liderou uma revolta contra o Rei. Subindo à coroa, o Infante mandou matar os assassinos da sua amada. A lenda diz que o terá feito com as suas próprias mãos e que terá depois comido os seus corações.

Conta a tradição que D. Pedro coroou D. Inês de Castro como rainha, depois da sua morte, obrigando toda a corte a beijar-lhe a mão. Ordenou também, a trasladação do corpo de Inês de Coimbra para o Mosteiro de Alcobaça, merecedor da realeza de Inês. Onde se erguem na sua Igreja as arcas tumulares de D. Pedro I e de D. Inês de Castro.

Assim ficaria imortalizada em pedra a mais inigualável história de amor e paixão portuguesa.

Visite Coimbra e Alcobaça e venha percorrer o caminho da história de amor de Pedro e Inês. Aproveite e descubra as muitas outras lendas e encantos que Portugal tem para lhe oferecer.

Sabia que:

Há uma rota cerâmica inspirada no mais famoso romance da História portuguesa: o de D. Pedro com D. Inês de Castro?! É um percurso pedonal urbano curto, junto ao Rio Alcoa, onde pode admirar algumas peças produzidas por fábricas alcobacenses, e que se encontram devidamente guardadas em caixas de vidro.

A história de Inês de Castro inspirou o maior poeta português do Renascimento. Nos Lusíadas, Camões,  vai fazer-lhe referência. As peças artísticas baseiam-se em poemas de amor: na interpretação do episódio de Inês de Castro de “Os Lusíadas”, de Luís Vaz de Camões (séc. XVI); de um soneto do mesmo autor e de um outro de Miguel Torga (séc. XX).

Aqui fica o registo de algumas peças bem como o convite para um passeio por este percurso camoniano! Não se vai arrepender, seguramente.

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2 comentários

    1. Pois é, os doces conventuais são uma perdição. Muito obrigada pelo comentário e por nos acompanhar no blogue. Votos de uma excelente semana

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