André ViaMonte promete mexer com as emoções – novo álbum

A voz e os sons musicais de André ViaMonte

André Viamonte pelo facto de ter nascido em Zurique e crescido numa cidade da Alemanha, mas ser filho de emigrantes portugueses, absorveu um vasto leque de influências musicais e isso reflete-se nos sons das suas músicas e no seu canto.

Já anteriormente falámos com André Viamonte, na sequência de um seu concerto em que a sua voz e os sons melodiosos criaram uma atmosfera harmoniosa que nos tocou profundamente.

André Viamonte, que é também musicoterapeuta, usa a voz e os sons musicais para despertar em nós emoções que nos impulsionam para um bem-estar emocional forte e positivo. É isso mesmo que a musicoterapia deve desencadear em quem a pratica já que, segundo a Associação Portuguesa de Musicoterapia, a musicoterapia é:

“uma intervenção clínica na qual o terapeuta ajuda o indivíduo a promover a sua saúde através de experiências musicais e da relação que se cria entre ambos como força dinâmica de mudança.”

A música nunca esteve tão presente no nosso quotidiano quanto o está nos dias atuais e, para isso, tem contribuído a evolução tecnológica. Nos locais de trabalho, nos transportes públicos etc. vemos muitas pessoas, fundamentalmente os mais jovens, de auscultadores nos ouvidos, mas muito provavelmente, não têm consciência de que a música pode desempenhar um papel terapêutico despertando emoções positivas.

André Viamonte com a sua música quer desencadear e mudar o curso e o movimento da emoção. Prova disso é que está em fase de finalização, o seu segundo álbum “Monte” com previsão de lançamento para o quarto trimestre de 2019. Este álbum inclui o tema “Innocent Rebel”, que saiu recentemente em formato áudio e disponível também em videoclipe.

Sendo um álbum que promete mexer com as emoções, pedimos a André Viamonte para, levantar um pouco o véu, falando-nos sobre a motivação, objetivos etc. deste novo álbum.

 

Quantas faixas ou composições tem o álbum?

14 faixas. O mesmo número de faixas que o álbum anterior. Na verdade, o primeiro álbum, VIA, foi assente numa simbologia de algo íntimo da minha vida e de muitas.  Todos os temas têm como base sentimentos de mágoa e de dor que se transformam em música e em algo melódico que se configura em arte. Contudo os temas nunca chegam ao lado da bonança… há uma parte que permanece na tempestade quase como uma necessidade de “purga” que precisa de ser feita e dissolvida, resolvida para ser possível o passo seguinte.

 

Qual a evolução deste álbum para o primeiro? Ou o que o distingue?

Este álbum é quase como uma resposta à ida do VIA à profundidade, onde existe tanta emoção e intensidade que muitos não têm a coragem de a sentir.

O MONTE é a vinda do VIA é o após a tempestade, é a bonança, a ascensão é o final feliz. Daí os tons escuros do VIA e em contraste os tons claros do MONTE.

  

Qual a sonoridade do álbum? passeia dentro do mesmo género do primeiro?

MONTE é simplesmente o herdeiro sonoro do VIA. O primeiro álbum é uma referência sonora autobiográfica. Cresci entre Zurique e Vila Real, entre o folclore Português e a música clássica. O Monte é a continuação dessa mesma vivência sonora, o contacto e a permanência nos meios urbanos daí ser um álbum que funde um ensemble de cordas, como continuação do VIA fundindo com beats electrónicos do mundo urbano.

Tem algum convidado/a participante no álbum?

Tenho vários. Todos muito diferentes e muito autênticos acho que não os escolhi … foi o mesmo álbum que assim o fez…  A nossa actriz Eunice Munõz que foi de uma disponibilidade, entrega e de uma ternura incríveis, a voz actual dos Madredeus, Beatriz Nunes que também tem um projecto pessoal igualmente cheio de talento, o compositor e rapper B-leza que é de um talento e de uma profundidade imensurável, o inesquecível coro Coimbra Gospel Choir e o cantor indiano (que vendia flores em Cascais!) Ashwinder Nippy que é simplesmente de um valor vocal sem precedentes.

 

Tem andado em tournée para divulgar o novo single que faz parte do novo álbum. Como tem sido a reação do público? 

A reação das pessoas é bastante positiva, dizem que é muito diferente… mas na verdade, estão a ouvir uma parcela do outro álbum e não no seu todo. Após a escuta do MONTE a reação das pessoas é inexplicável pois dizem que o VIA está lá mas é diferente … acho que deixei as pessoas confusas pois é o VIA sem o ser 🙂 (risos).

 

Quantos meses demorou a preparar no estúdio para dar vida ao novo álbum?

Foram na verdade 3 anos ao todo… semente… germinação … maturação. As ideias já as tinha e outras foram nascendo enquanto fazia os concertos do álbum VIA. Não poderia investir completamente no álbum quando existem mais áreas onde eu trabalho.  Por outro lado, não tinha a liberdade monetária suficiente para avançar para uma primeira fase de investimento.  Então fez-se consoante os tempos possíveis e a minha disponibilidade financeira. Logo aí demonstra um álbum de caráter natural, assertivo, envolvente leveza. Por outro lado, o álbum VIA foi a mãe e o pai deste álbum que providenciou tudo o que este “menino” precisou.

Foi um álbum feito com muito amor e carinho diria até “mimado” pois foi finalizado em Londres em Abbey Road algo que também foi possível graças ao primeiro álbum.

 

Em que data se realiza o concerto especial do lançamento do álbum?

Irá ser no Capitólio dia 26 de Outubro deste ano … e estamos a começar a entrar ensaios, pois vai ser um concerto inesquecível!

 

Parabéns André Viamonte. Amas a música com elegância! Aguardamos com emoção o lançamento deste novo Álbum – um mar de notas em suas melodias e seguramente doses de harmonia.

 

Site: André ViaMonte

Facebook: André ViaMonte

Youtube: André ViaMonte

 

Leia Aqui a entrevista a André ViaMonte… Musicoterapeuta

 

 

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