O circo

O espetáculo do circo

O circo é um espetáculo que sempre me encantou. As luzes, os fatos coloridos e brilhantes, a música e todo o ambiente que nos envolve em torno de uma pista circular onde surgem os artistas. É ali, naquele pedaço de espaço entre o chão e o topo da cobertura, bem próximo de nós, que tudo se passa!  É onde surgem os artistas, os trapezistas, os contorcionistas, os malabaristas, os equilibristas, os palhaços etc., etc. Todos eles nos brindam com habilidades que nos fazem suster a respiração de receio, nos fazem rir, nos espantam e nos fazem sonhar.

Em outros tempos, apreciava-se a presença de animais exóticos, desconhecidos nas terras por onde passava o circo. Os animais agiam em obediência a um tratador/domador. Nesses tempos, nas cidades e vilas do país, assistia-se à chegada de toda a comitiva que compunha o circo. Instalavam-se num descampado erguiam a tenda, um toldo às riscas brancas azuis e/ou vermelhas. Espreitavam-se os animais fechados nas jaulas, admiravam-se e estranhavam-se algumas formas de estar e viver dos artistas. Depois, numa tarde, assistíamos ao circo e todos nos encantávamos com o espetáculo.

 

Os artistas do circo ganhavam a vida fazendo apresentações de terra em terra. Viajavam por todo o país espalhando sua arte e magia. Era uma arte transmitida de geração em geração, mas, por vezes, acontecia descobrirem e levarem consigo algum jovem mais habilidoso para as artes do circo.

 

O “mundo pula e avança”

A propósito das imagens do circo que tenho gravadas, faço uma pequena reflexão, tendo presente que a arte circense remonta a longa data. Há historiadores que afirmam que estas manifestações de arte tiveram origem na Grécia Antiga, com atuações nos primeiros Jogos Olímpicos. Por outro lado, na China foram descobertas pinturas rupestres que mostram a representação de equilibristas, há mais de 4000 antes de Cristo.

Mas, o tempo passa e o mundo “pula e avança”! O conhecimento que vamos adquirindo sobre o meio ambiente e sobre os vários seres vivos que, tal como nós humanos habitam este planeta, vai sendo cada vez maior. Se nós humanos nos diferenciamos dos outros animais por possuirmos uma consciência, uma capacidade de intelecto e de afeto mais desenvolvidas, então somos responsáveis pelo bom uso dessas capacidades. Por tudo isso, temos de nos interrogar sobre a forma como interagimos com o meio que nos rodeia e fazer escolhas conscientes.

Os estudos e conclusões que vários cientistas têm publicado, nomeadamente o reconhecido médico neurologista, neurocientista português, António Damásio, fazem-nos compreender melhor, tudo o que se passa a nível do cérebro, das emoções e sentimentos nos vários seres vivos. Este conhecimento que hoje possuímos, deve fazer-nos refletir sobre as tradições, desportos e “diversões” que envolvem qualquer tipo de violência entre humanos ou destes sobre outros seres vivos. Desta forma, é com agrado que vejo a interdição da utilização de animais selvagens, nos espetáculos de circo. Acredito que esta ação é um passo para a coabitação em harmonia com todos os seres vivos e em respeito pelo planeta onde todos habitamos.

Voltando à tradição do circo

Em Portugal é tradição a ida ao circo pela altura do Natal. Esta tradição proporciona umas horas de alegre convívio. Algumas organizações/empresas, pelo Natal, oferecerem aos seus empregados e famílias bilhetes para um espetáculo de circo. Foi nestas circunstâncias que numa tarde antes do Natal, assisti a um espetáculo de circo, na incontornável sala de espetáculos do “Coliseu de Recreios” de Lisboa. Uma presentação da Companhia Internacional de Circo que nos fez maravilhar com a atuação dos os seus artistas e rir com os palhaços.

 

Por tudo isto, se ainda não foi com a sua família ao circo, incentivamos que vá!

Aproveite a época de férias dos seus filhos e vá com eles ao circo. Divirta-se tanto quanto as crianças se divertem com os palhaços.

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