Divinal é o fruto do cacaueiro!

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No Dia Mundial do Chocolate, celebrado a 7 de julho, o Hucilluc descreve alguns apontamentos sobre o cacau e o chocolate.

O chocolate provém do fruto do cacaueiro e é muito apreciado, desde as épocas ancestrais, pelos Maias e Astecas. Sabemos que resistir a um pedaço de chocolate é uma ação difícil porque nos proporciona um momento de desejo e de prazer.

“Sem cacau não há chocolate”

Saborear o chocolate

Juntamente com água ou com leite, tanto faz! Porém, na boca desfaz-se com a língua.

Em alguns locais europeus optam por beber o chocolate com leite. Ao passo que, no México preferem com água. Mantendo, assim, uma tradição dos Maias.

“Para tua informação, os meus antepassados construíram pirâmides monumentais, observatórios, lugares sagrados, e sabiam, muito antes de vós, de astronomia e de matemática, por isso, não me venhas ensinar nada, muito menos como se bebe o chocolate”.

Laura Esquivel

Origens do chocolate

As plantações de cacau no México e Guatemala já existem antes de Cristo.

Portanto, os Maias foram os primeiros a cultivar o cacaueiro, há mais de dois mil anos. Os astecas chamaram cacahuatl ao fruto. O qual representava o presente dos deuses. Enfim, eles faziam bebida de cacau destinada aos soldados e hierarcas. Além disso, consumiam o cacau em festejos e rituais.

De acordo com registos históricos, Cristóvão Colombo foi o primeiro europeu que teve contacto com o cacau. Isto ocorreu, quando chegou à América, no final do século XV.

Os astecas recebiam os visitantes com sementes a indicar que eram bem-vindos. Contudo, a expedição de Colombo não se mostrou interessada nas sementes. Pois, considerava só como moeda em troca.

As sementes do cacau eram moídas pelos astecas. Nesse sentido, conseguiam uma bebida energética, de sabor amargo “xoco” e forte. Juntamente com água “atl”, especiarias e farinha.

A expansão pelo mundo

O cacaueiro teve uma expansão no continente americano. Contudo, o seu cultivo foi incentivado por fornecer energia e vigor. Ainda mais, na forma de chocolate.

Devido ao seu sabor amargo, foi difícil o gosto pelos europeus. Por exemplo, em Espanha, a bebida achocolatada era considerada um produto medicinal. Assim, evitava-se um hábito na população. Mas rapidamente, foi aceite com a mistura de açúcar.

Apesar disso, as chocolatarias tornaram-se moda. A alta sociedade reunia-se em salões para apreciar a bebida luxuosa.

Em França, a produção foi mecanizada através da produção nacional. Em 1659, foi aberta a primeira loja em Paris.

Depois, em 1660, os ingleses abriram o primeiro salão de chocolate. Todavia, só foi possível, quando Espanha cedeu a Jamaica. Assim, iniciaram a importação do cacau.

Só em 1828, com a invenção do processo de separação da manteiga de cacau, foi possível ter cacau em pó.

Não nos podemos esquecer da Suíça. Tanto quanto sabemos, foi neste país que surgiram artesãos e investigadores do chocolate, no século XIX. Os suíços são os chocolateiros mais prestigiados pelo mundo. Porque começaram a preparar o chocolate, com leite e açúcar, para se degustar um sabor mais suave.

Lendas antigas

Antigamente, pensava-se que uma substância forte e amarga era um produto medicinal usado para o tratamento de doenças e infeções.

Segundo a história, o cacau, considerado o alimento dos deuses, tem um passado mítico.

Reza a lenda que o deus Quetzalcoatl desceu dos céus para transmitir sabedoria aos homens e que lhe trouxe uma planta de cacau. Os outros deus não perdoaram-lhe por dar a conhecer uma planta do divino e mandaram-no expulsar das suas terras pelo deus Tezcatlipoca.

Por outro lado, o cacau permitiu a sobrevivência de povos na época das conquistas. Seja como for, os anciãos sugeriram levar sementes de cacau. Para terem força eterna. Além disso, ofereciam cacau à Grande Montanha.

Por certo, um mestre cultivador conhecia o segredo da sobrevivência, os ensinamentos do cacaueiro e das suas sementes.

Igualmente, era chamada pelos povos antigos como a “semente dolorosa”. 

Tanto quanto sabemos, tanto os maias como os astecas usavam vasos de cerâmica para beber chocolate.

Qualidade do cacau

Os fatores que contribuem para a qualidade do cacau são os seguintes:

  • país de origem;
  • variedade do cacaueiro;
  • forma de cultivo;
  • processo de fermentação;
  • percentagem de tanino;
  • quantidade de sementes defeituosas.

Só para ilustrar, eis alguns chocolates que pode saborear em qualquer altura do dia.

Receita de chocolate

Ainda que muitas receitas sejam confecionadas com chocolate, este alimento é rico do ponto de vista nutricional. Caso desperte o seu lado de pasteleira/o, pode criar um ganache de chocolate, com talento.

Ganache de chocolate

  • Trufas, tablettes e coberturas: 500 g de chocolate com 250 g de creme de leite;
  • Recheios e sobremesas (mousse, doces): 250 g de chocolate com 250 g de creme de leite;
  • Coberturas, recheios e fondue: 250 g de chocolate e 500 g de creme de leite;

Sem dúvida, para um bom resultado da receita, pode considerar as seguintes notas:

  • O chocolate preto deve conter 60 por cento de cacau;
  • Tipo de chocolate: branco, rosa, amargo ou meio amargo;
  • A consistência depende da proporção entre chocolate e creme de leite.

Loja de chocolates

Certamente, uma loja de chocolates é uma tentação. Desde a prova, à compra de chocolates em tablette, bolos ou em formato de bombons.

Eis, as exclamações para bombons pelos franceses:

“Bon!, bon!”

Livros recomendados

Por fim, umas dicas do Hucilluc para momentos de leitura deliciosa:

  • Esquivel, Laura, (2006). “Tão veloz como o desejo”. Lisboa: Edições Asa.
  • Ortemberg, Adriana, (2007). “Paixão pelo chocolate”. Lisboa: Círculo de Leitores.

 

 

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