À conversa com Bruno César, um fotógrafo de emoções

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Uma entrevista ao fotógrafo Bruno César  que fez pensar e refletir  numa viagem pelos seus sonhos e certezas! Foi um prazer o Hucilluc ter abraçado este fotógrafo, o nosso obrigado!
Bruno César é um fotógrafo sensível, movido por uma forte motivação e com uma visão particular do mundo que nos rodeia, nas suas palavras:

“No geral a sociedade é muito exibicionista e vaidosa. Preocupam-se muito com a beleza e com a aparência. Com isto quero dizer que no geral as pessoas gostam de se mostrar, alimentam o seu ego publicando fotografias nas paginas sociais.”

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A paixão pela fotografia de Bruno César Rodrigues
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Como nasceu o teu amor e a tua dedicação à fotografia?
Está paixão surgiu através do meu pai. Lembro-me dos passeios que fazíamos por exemplo, por Trás-os-Montes, de onde o meu pai é natural, das fotografias panorâmicas que fazia com a Yashica uma máquina de 120 mm. Captava belos momentos que agora são recordações.
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Desde cedo publicaste os teus trabalhos para dar a conhecer ou por outra razão?

Foi mais uma imposição por parte dos meus professores, tínhamos objectivos ao longo dos semestres e uma maneira de eles irem avaliando os trabalhos e fotografias era através da publicação em plataformas digitais, estamos a falar dos velhinhos blogues, as páginas sociais do início dos anos 2000. Depois essas plataformas foram crescendo e os trabalhos começaram e ter mais visibilidade e ficou até ao dia de hoje, mas admito que agora a actualização desse blogue é quase nula.
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Tens fotografias que retratam o pormenor da Natureza e nos criam uma proximidade, qual o principal sentido destas fotografias?
Sou do interior, Fundão entre as serras da Gardunha e serra da Estrela, e existem pequenos tesouros que ia descobrindo. E ia dando a conhecer, tenho a certeza que o principal objectivo do fotógrafo é, através da máquina, mostrar a realidade do momento. É registar o momento para a sua história.
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Com alguns álbuns publicados, já pensaste criar o álbum Bruno César Rodrigues e publicá-lo ao mundo?
Quem sabe um dia posso pensar nisso mas o principal é sentir-me bem ao fazer estas partilhas.
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Podes partilhar connosco um pedaço desse álbum para podermos dar a conhecer no mundo do Hucilluc e nas redes sociais?
Ficam desde já todos os seguidores deste blogue a conhecer-me através das redes sociais onde podem ver grande parte daquilo que eu vejo através da máquina fotográfica.
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Qual a tua maior ambição? Algo especiais que anseias fotografar?

Ambição não, mas sim um objectivo, um sonho, gostava de fotografar África.

Os meus irmãos nasceram em Angola e sempre me falaram muito daquele por do sol no mar. Todos os que já passaram por África ficam com essas recordações e essa vontade de lá voltar. Mas antes ainda tenho locais em Portugal por descobrir.
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Tens algum período do ano ou do dia que te preferes dedicar a tirar fotografias, explica-nos um pouco desses momentos?
Quando fazes alguma coisa que gostas, só a fazes bem se te sentires motivado. Ou como forma de terapia ou hobby. Mas todas as estações do ano são propícias para fazer fotografia e Portugal acaba por ter sítios fantásticos seja na primavera seja no inverno, cada recanto, cada pormenor mediante as estações do ano ou a luz são vistas de maneira diferente.
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A máquina e a objetiva fazem parte do teu corpo ou são a extensão da imagem que os teus olhos observa?
É um pouco das duas. Mas quando a tua memória falha sempre tens a fotografia para relembrar o momento. A fotografia é um momento que tu queres captar, aquele momento que depois passa a ser uma recordação.

Fotojornalismo tem papel importante na sociedade global que vivemos

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Como é que a fotografia pode ajudar a dar proximidade ao que nos rodeia?
Fotojornalismo tem papel importante na sociedade global que vivemos. Conheces locais em revistas ou sites que mais tarde queres conhecer, vês a realidade de povos diferentes do ocidente. Pode parecer que perdeu importância, mas é o oposto, com a facilidade de todos nós termos telemóveis na mão, conseguimos fazer notícia mais rapidamente.

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Estás disposto em contares uma história ao mesmo tempo que realizas uma das tuas sessões de fotografia?

Respondo a esta pergunta numa segunda parte, o ideal seria com fotografia como “legenda”.
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Bruno César, quais os ingredientes para tirares uma fotografia?
A motivação sempre. Quando fazes as coisas que gostas com motivação sentes que tudo a tua volta flui de outra maneira, parece tudo de uma forma positiva e o efeito é muito melhor.
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Quem mais respeitas na fotografia?

O que eu mais respeito na fotografia…, eu ainda sou um bocado da velha guarda, gosto bastante da fotografia com película, apesar de já não a fazer à bastante tempo, mas identifico-me bastante com o conceito com o envolvimento e todo o ritual. Respeito todos os que trabalham a fotografia digitalmente mas o que mais satisfação me dá é depois de todo o processo de criação em laboratório ver o resultado final.

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Como alimentas a fotografia?
Gostava de fazer mais fotografia, sinto essa necessidade muitas vezes ao longo do dia, mas profissionalmente não é sustentável.
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Bruno César, qual é a palavra que dá mais significado à tua vida?

Persistência. Tudo o que sou hoje como homem devo aos meus pais. Tudo o que conquistei e adquiri intelectualmente deve-se a essa persistência. A herança “genética” foi muito importante no meu crescimento.

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Como é que as  pessoas se sentem observadas com a fotografia?
No geral a sociedade é muito exibicionista e vaidosa. Preocupam-se muito com a beleza e com a aparência. Com isto quero dizer que no geral as pessoas gostam de se mostrar, alimentam o seu ego publicando fotografias nas paginas sociais.
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Por fim, expomos as suas ligações:
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